PAPO PÓS PIÁS, PARTE 3

Olá, gente querida!

Hoje vou postar o último vídeo da série „papo pós piás“!

Nessa série nós abrimos nossos corações e contamos como foi ter os dois meninos aqui em casa durante duas semanas, e que lições levaremos disso para nossa vida como pais. Esperamos que vocês tenham curtido a série, e se surgirem dúvidas, curiosidade, ou até mesmo sugestões, não deixem de deixar um comentário. Adoraríamos ouvir de vocês se alguém se identificou com algo que falamos.

Uma ótima semana a todos!

Carinho, Carol.

 

Diz aí, o que deu da audiência?

Olá, gente querida.

Hoje tivemos nossa tão antecipada e tão temida audiência com o juizado. Pra quem não sabia disso até agora, a assistente social escreveu um relatório sobre nós desaconselhando o juizado a nos dar a habilitação. Por isso, eles nos chamaram para essa audiência, com advogada e tudo, a princípio para nos informar da decisão deles e dos motivos. Nós estávamos nos preparando para um alto e ressonante NÃO.

Nós saímos de lá, na verdade, sem uma resposta. Entenda porque esse é o melhor resultado que poderíamos ter tido, assistindo o vídeo abaixo!

Carinho, Carol.

Papo Pós Piás, parte 2

Oi gente!

Saiu o vídeo 2 de 3 da série „Papo pós piás“! Espero que curtam.

Não deixem de comentar, compartilhar, marcar amigos, etc… e de se inscreverem no nosso canal do YouTube, assim você não perde nenhum dos nossos vídeos.

Tem sido um privilégio dividir essa jornada com vocês. Obrigada pelo apoio!

Carinho, Carol.

Eles se foram… e agora?

Oi gente querida!

Depois que os meninos foram embora, tentamos olhar pra trás e colocar no papel (ou melhor, em vídeo) as coisas que aprendemos com essa experiência.

Pra deixar a coisa um pouco mais interessante, tivemos um papo cabeça em forma de entrevista: o Dani escreveu perguntas pra mim, e eu pra ele. Não sabíamos o que um ia perguntar pro outro, e nos esforçamos pra dar as respostas mais sinceras possíveis.

Afinal, como é a vida com crianças? O que mudou? Foi bom, ou ruim? Continuamos querendo ter filhos, ou não? 🙂 Confira as respostas aí no vídeo!

Carinho, Carol.

você daria seu filho para ser adotado?

Eu já sei a resposta de todos. Já a ouvi tantas vezes.

NÃO. JAMAIS. QUE ABSURDO. COMO PODE?…

Querem saber minha opinião?

MÃES QUE ENTREGAM SEUS FILHOS PARA SEREM ADOTADOS – ELAS TÊM O MEU RESPEITO.

Não estou falando de negligência, nem de abuso, nem de abandono. Abandono é outra coisa. Estou falando de mães que decidem voluntariamente abrir mão do seu bem mais precioso, não APESAR do seu amor por seu/sua filho/a, mas sim POR CAUSA do seu amor por eles. Percebe como essa troca de palavras faz toda a diferença?

Eu também não entendia, quando entramos nesse processo de adoção. Eu também olhava para crianças sem pais, e pensava „como uma mãe pode dar seu filho? Que pessoa má“. Há anos que aprendi a ouvir e abrir o coração e a mente para o lado da mãe biológica, e há anos luto com o preconceito dos muitos outros que ainda pensam assim. Luto não só por respeitar mulheres que conseguem agir de forma tão altruísta, mas também por amor aos meus futuros filhos. Quero que, dentro do possível, eles possam se sentir amados e respeitados pela mãe biológica, e que um dia eles também possam entender a grandeza de tal ato.

Existe, sim, o abandono. Existe negligência. Existe abuso. Mas eu oro pra que nossos filhos possam vir de uma mãe assim. Pois isso não é abandono, mas um ato de amor.

Carinho, Carol.

**Vídeo em inglês.

Perdidos.

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Eles chegaram abalando e conquistando nossa casa e nossos corações, cantinho por cantinho. Até então só sabíamos os nomes, as idades, e tínhamos visto uma foto 3×4 de cada um. Ah, também sabíamos que o mais novo não come abobrinha.

Aos poucos fomos aprendendo mais – seus gostos, como dormem, quando acordam, seus medos, seu jeitinho de ser, suas vozes… seus interesses e seus desinteresses. Seus talentos e seus pontos fracos. O jeito de cada um de fazer charme, de pedir alguma coisa. Suas brincadeiras preferidas, suas cores preferidas, suas histórias. Suas matérias preferidas, seus amigos preferidos, sua saúde. Suas personalidades… O mais velho: teatral, inteligente, cuidadoso, tímido, corajoso, potencial súper-escalador. O mais novo: falador, cansado – nunca, doce, louquinho, destemido e a mais perfeita definição da palavra „piá“.

Brincadeiras preferidas: lutinha, esconde-esconde, e tudo mais que envolva corrida, explosões, bolas, tombos engraçados, aventuras e peidos. 🙂

Foram só duas semanas. Só duas semanas? Eles já deixaram um rombo no nosso coração.

Eles foram embora há dois dias, mas voltam logo. No mínimo já viraram, nesse tempo tão curto, nossos „afilhados do coração“. Queremos vê-los e tê-los tanto quanto for possível, e o sentimento é recíproco.

E hoje recebi uma ligação da agência, „não querem pegar mais um de 10 anos, a longo prazo, um a dois finais de semana por mês, mais três semanas de férias por ano? Ele mora em um abrigo. Não pode viver com os pais, mas uma adoção está fora de questão“.

Estamos completamente perdidos. O que significa tudo isso? Onde ficam os nossos filhos nessa história? Será que é mesmo pra algum dia termos nossos próprios filhos?

Confusão e corações apertados são as palavras da vez.

 

A gente pensa diferente, a gente sente diferente…

Nós escolhemos a Suíça como nosso país do coração, onde vivemos e estamos felizes. E geralmente nos identificamos muito com a cultura daqui, também. Mas quando paramos pra pensar porque o nosso processo de adoção e o nosso relacionamento com a assistente social estão sendo tão difíceis, descobrimos algumas diferenças culturais profundas, que determinam nosso modo de ver as coisas, que determinam o que achamos certo e errado, arriscado ou seguro.

Os dois lados têm razão, e os dois lados têm seus motivos. O que buscamos é aprender com os dois, e idealmente encontrar o equilíbrio entre os dois.

Espero que gostem do vídeo de hoje!

Carinho, Carol.