Comentários que machucam…

Bom dia, queridos!

Hoje estou aqui pra – de novo – mostrar mais algumas das nossas frustrações ao longo dessa jornada. Não é novidade, tanto que nem preciso escrever nada de novo. Vou pegar meu caderninho e transcrever aqui algumas das minhas anotações dos últimos anos. Eis a nossa frustração:

„30. Julho de 2013

Se tem uma coisa que me irrita e chateia, ou pelo menos nos últimos meses/anos tem irritado e chateado, é quando os outros (e aqui realmente piora o sentimento conforme aumenta o grau de intimidade com a pessoa em questão) acham que entendem o que estamos passando e sentindo, sem terem passado pela mesma coisa. Ou quando acham que entendem mais do nosso problema, do que nós mesmos. Não gosto quando os outros ouvem do nosso problema, e ao invés de somente ouvirem e abraçarem e dizerem „deve ser mesmo difícil“, acham que sempre têm que dar uma opinião ou dizer coisas do tipo „vocês ainda são novos, ainda vai acontecer“. Frases como esses e tantas outras („se não aconteceu ainda, é porque ainda não é tempo“, ou „tem que relaxar e não pensar nisso, que acontece“) são tão fáceis de serem faladas, difíceis de serem ouvidas, não são verdadeiras, e além de tudo isso, são talvez o que eu mais odeie em diálogos: frases feitas que o locutor tem preparadas no fundo da cabeça, na ponta da língua, para evitar ter que ouvir, refletir, e tentar entender de verdade.

Porque talvez quando em um diálogo profundo e de verdade, sincero, ele possa chegar à conclusão de que mesmo tentando, ele não pode mesmo entender. E que às vezes, o melhor mesmo é simplesmente não dizer nada. Porque pra certas dores e sofrimentos, ou até pra certos pensamentos, não exista no mundo frase apropriada pra se dizer. Mas infelizmente, o mais fácil mesmo é fazer de conta que ouviu, que entende, e tacar no ouvinte uma frase feita.“

Carinho, Carol.

 

Sobre ansiedade, esperança, e nossos „filhos de férias“.

Bom dia, gente.

O vídeo de hoje está meio cheio de sentimentos.

Quem está ou já esteve num processo de adoção, sabe que a espera e as complicações no meio do caminho muitas vezes nos trazem sentimentos que não conseguimos nem entender direito, nem controlar. Muitas vezes são sentimentos bonitos, mas outras vezes nem tanto. Porém, todos eles fazem parte desse processo. Nossa história seria incompleta se nós contássemos só sobre as partes bonitas.

Então aqui vai, minha sessão „abrindo o coração“ pra vocês!

Carinho, Carol.